sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não-sei-nomear-tudo-isso-que-passa: turbilhão desencontrado que cava o chão.

Fui pro litoral da praia que arrebenta em mim, lá encnontrei conchas quase rachando pela secura do local.os
Nem me molhei no litoral e já deseava mergulhar em alto-mar.
Vejo belezas, com o toque as transcrevo em mim.

Desejo as águas de outras praias que lambem minha areia, pó compactado de desejos.
Quero uma viagem num litoral contra tempo, com vento e panos voando.
Os poros da nossa pele se elevando feito vulcão.
Desejo imensurável de erupção e silencio.
Escuro dos olhos e coloridas imaginações que se reimprimem em nós, mais que eu e vocë, muitas.

Vënus de todas as formas, vivendo, comendo grãos.
Prepara, agora é hora!


Se o agora não tivesse se silenciado pelas lacunas o tempo terráqueo.
Encontraria com elas diretamente no corpo-sensação.
Como se existsse um lugar possível pra isso, mas não seriam todos?                  

Troquei Platão por Plutão e mergulhei no mais obscuro da possibilidade.
 De ser só teste, de trocar e reconhecer.

De fazer das praias juntas tsunamis sem fim.

          

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entrou.

Abre, fecha, abre, fecha. Coça. Com o vento tira o incômodo.
A agonia me deixou cega no sol ofuscante de meio-dia, tirei os óculos.
A cidade seca me seca. O que era molhado já secou. Isso já não seria repulsão?
Agonia me remete a mares de memórias, onde afundo mas não mais me molho. São as memória rachadas do tempo.
Talvez o cisco no olho foi o melhor parentesis do dia.

ou

Talvez o cisco no olho foi o melhor parentesis do dia.
Agonia me remete a mares de memórias, onde afundo mas não mais me molho. São as memórias rachadas do tempo.
A cidade seca me seca. O que era molhado já secou. Isso não seria repulsão?
A agonia me deixou cega no sol ofuscante do meio-dia, tirei os óculos.
Abre, fecha, abre, fecha. Deixa aberto. Coça. Com  vento tira o incômodo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu ritmo sem data, não caibo em pautas.

Em três dias a chuva se instalou na minha janela, alagou meu espaço livre ameaçando todos meus papéis.
Grito muda n'água que me inunda.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ocupação de casa alheia.

Chega, se instala. Não pergunta as horas, contenta-se em contar os capítulos do filme que passa a três dias. Respira fundo, checa a estanha: pelo menos ainda tem chá. Retorna pra sentar na cadeira que mal a cabe, tromba pernas no espaço de pequeno polegar.
Não reclama, implode.  Não rompe, conforma.
De longe a olhar parece que o clima da casa que nela se instala. Aqui dentro ela cheira a mofo.
Transferência não se sabe o que fazer, cabeças em embate, corpos alertadas.
O lado de cá só

De um guardanapo antigo pirenopolino

A gente foge, faz devaneios e esconde por trás de codinomes uma coisa infima, gramas de alegria ou de introspecção. Te levam pra onde você precisa e você nem ao menos sabe.
Um insight de criativadade, uma comida apreciada, um beijo que dura mais, tudo se intensifica. A água da cachoeira conversa e conserta o que você queria mudar. Te acompanha voando por onde quer que você voe. Une pessoas, desperta mágoas. Torna-se amargo de tragar e prensar todos seus problemas, mas no fim compensa, em único sopro leva tudo que te angustia vai embora. Marola. Que se desfaz no ar, e finge levar todos seus problemas em um gole de anis. Fada Verde. O vento que bate e despe as pessoas presas a todas essas roupas, os instintos que são rompidos por causa de leis sem mérito, não fazem sentido. O mundo é Alfa e o Deus, Jah. O carro que grita, o cigarro que some, o isqueiro que se esconde não fazem mais sentido. O sentido tá em são Jorge que guia cada passo, cada dragão que deixamos no passado, brigas graças a Jah perderam sentido. O verbo é amor, na conjugação que preferir. O anti-verbo é interromper. Falar por mensagens subliminares não funciona mais. As crianças riem daquilo que ainda está por vir. Os cachorros transmitem mensagens de quem não mais pode se expressar. Por que a gente foge e faz tantos devaneios?
Maconha. Marijuana. Choose. Pipoca. Dawnson's Creek. Um. Taba.
Talvez alguns encontros forcem uma certa auto-confrontação útil, mesma que não seja agradável.

Por favor gostaria de um alívio filtro branco. Nicotina.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

so02br11e11

Dia dos Mortos é na rua o dia todo. É pintura, é sol, é chuva, é faixa, é gente. Los Muertos. Uma carroça estacionada em um bicicletário, kombi estacionada. De repente é parangolé um do outro carroça vestida de kombi: vestida para kombar! rumo ao komboio. Puf! Será? Sobe, sobe, pula, pula, calcula, sobe, pula, pula, pula, risada, pula, confere, tô com medo, analisa, vem? pula, pula, calcula, des........(tinham duas barras paralelas, calculo um depois o outro e ainda calculo e vejo tudo tão claro.. passo a perna, a carroça mexe, uma perna vai a outra bate com a coxa no ferro e cai depois que todo corpo já tinha chegado no chão)....ce.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O som lhe parece agradável, mas não atiçou seu paladar. Esse está esgotado, encerrado com um último toque de pasta de amendôas com cacau vindo de tão distantes. Durante a tarde as papilas gstativas foram acariciadas em toques aveludados. Parecia lá, quando sabia que seu material físico ainda ocupava o mesmo espaço. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E estava, ele, sendo multiplicado, não cabia mai só em um. O som aguçava-lhe as poros capilares, dava uma verdadeira aula de anatomia à distância. O ventilador ligado facilitara a dança, o toque. Tinha se preparado muito bem, de um jeito único: não havia relógios no local. Ouvia as horas das massas, os minuitos dos fluidos e os segundos do ar. Ali longe de tudo, tinha em si outros lugares que ainda ocupava, vagava parado. Neurônios conectados de uma cabeça para outras enviam-lhe feeds instantâneos da rede. É... havia relógio no computador. Operação falha. E poesia pra gaveta.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

?

Na hora que eu ia escrever, nossa voou. Ainda disse alto no quarto:
-Não aqui não chove.  O guarda-chuva não sobe, não colore, não retorce.
O cinza é uma cor que pede complementação, pede mais, pede.
Tem pernas. Casas de pernas. Será mesmo o komboio?
Parangolés: vou lançar: customize seu guarda-chuva. melhor do que ter um massa é ter o seu.
Guardacapachuva
plátisco bolha
mini naves!!!!
!!!!
Cores! Cores!Cores!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

[A]r {CADÊ???} M t[I]sC [t]A

Assim, escrever para um fim específico e ainda com final? Improvável demais fechar o conhecimento que por natureza é aberto, escancarado, carente de trocas. Fixar UM ponto de vista é complicado para quem dislexicamente são e não é. Eu em várias ou várias em mim - por vezes vários. Concordo entre todos que habitam-me para abrir. Me apoio em mil significados para confundir quem quiser. Já escrevo confusa - não sei se entendo ou repreendo. Gosto de escrever pelo som que que pode ser, que tem que ter! O conteúdo é conseqûenca da canalizada eloquencia, é devaneio certeiro. Bem influenciado por tudo vivenciado, comido e transgredido. É composição de sensação - variável de ser para ser - dispensa retórica, mas adora metáforas!

domingo, 28 de agosto de 2011

Mopoqueie-se


-COBERTOS DE COBERTURA. VIDA LONGA À CAFETINA E A FEIJOADA PRETA.

Distante dos bosques.
Surge então criaturas cabarelísticas dando o cú na cobertura.
Aproveitando da sauna o que tem de mais indecente.
Se jogando na piscina como piranhas prontas para abocanhar.
E se banhar no luar de orgias inesquecíveis.
Porque a vida é aqui, agora, tudo junto ao mesmo tempo.
O que é vida também deixa de ser.
O que mais difícil do que isso para conjugar?
Dá ou racha?
Rachada ao meio pelos seus sons
A sua paisagem de nuvens...
Minha coleção de cacos de vidro.
Às vezes parecia que era só improvisar
Disponíveis à vida!
Viver é a opção que necessitamos
e respiramos em todo cigarro e todas as nuvens.
Nuvens lembram sonhos.
Os sonhos estão cinza hoje!!
Previsão de amores tempestuosos..
Empaquei na poesia...
Adúltero de pensamentos meus.
Pilhas alcalinas de faróis baixos
Poeiras e lembranças carnudas.
Pousam um imaginário repleto de amor.
O que dizia a esfinge?
Multiplica por sete.
Todos e tudo.
Atravesso o vidro.
Voo na sua direção.
Gosto do reflexo da cidade nos seus olhos.

Thaisa Taguatinga
André Guarany
Izabela Parise
Samir Paranaguá
Mariana Brites
Bob Rodrigues

Eu, o alvo.

Existo para ser bombardeado, existo para desafios e metas.
Eu, o alvo, acerto em sério. Toco, como, escuto. Eu, o alvo, mesmo estático sou representação intensa da possibilidade.
A ação da inação. Procuro outro conceito além da inércia.
Espero uma fisgada, um choque. Pra que eu, o alvo, seja penetrado.
Eu, o alvo, lavo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Rotina, vício, desejo, descomeço!

Uma faxina que demora cerca de dois dias inteiros, uma faxina que revela fendas escondidas, uma faxina precisa de água!
Precisa ser divertida, ter encaixe: vassoura e pá. Pra faxinar é preciso se colocar em muitas posições, testar tantos músculos quanto impulsos. É preciso muito desejo.
Faxino sempre. Tanto quanto bagunço. É imprecisa a hora, quase sempre demora.
Espera! Retorna! A faxina fica melhor a dois..

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

26082011

Um dia que a festa é o recomeço. Um dia que vira mês, um mês que vira nada. Um tempo altamente mutável - sim! - estamos todos sujeitos a isso. A superlotação em tudo, nas idéias então (vish!) é frequente. Desvio dos compromissos para chegar a aparições. Que será? Alguém mais espaço aí? - dizia minha mente com uma vontade danada de invadir meu corpo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tempo, tempo, tempo.

Pode parecer vazio, mas toda espera é um tempo bem preenchido. Tem vezes que nem se sabe o que espera e mesmo assim se espera. Esperar é quase um estado de espírito, uma conformação que aguarda uma novidade pulsante. Se você nada espera, pode realmente cair no mundo. Esperar só o que se necessita de fato.  Esperar é respirar!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma folha roxa.

Tem dias que acordo procurando acordos - procuro mas não acho: desencaixo de todos os velcros em que me prendi. No café-da-manhã como pães, sem poder comer você. Bebo café, mas prefiro suores. Isso me sustenta a barriga até eu esquecer que além dos outros ainda tenho um estomâgo: quase sem gritos que tenta ser silencioso. Que ele tente e eu sustente! Vôo de café-da-manhã buscando sol em nuvens e relvas em grama. Encontro pouco, mas o que encontro fico: paçoca.
Esqueço de almoçar por esquecer forçosamente os horários, esqueço de ouvir meus sons internos: pulsa, vibra, esquenta, fala, etc... E daí quando tento externalizar só vem uma verborragia de órgãos que ainda saem melecados - vejo que das mãos que espero amparo nenhuma se prontificou a pegá-los; como eu que agora só pareço caber nos braços de Morfeu.
Como me sinto comida, por muitos, por olhos aprendi a comer silenciosamente com os meus também. Faço-os brilhar, umidifico-os e eles logo involuntatimente (?) se cerram.
Sigo em digestão constante: líquido em cima de liquido, sobreposto de carne humana. Vamos comer nomes próprios!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

18052011

Da janela que alguns não veem por já estarem com os olhos fechados de sono ou de sensações eu ainda vejo um verde quase preto, por trás dessa tela – agora – sei que há mais vida atrás dela do que na frente. Estranha maquina, corpo que não esquenta e quando esquenta demais logo há um problema. Reversivel¿ Me concentro em vibrações audíveis, em segundo plano: água. Em primeiro: carne. (em hipóteses humanas)
Salgada, quente, úmida, texturizada, crua ou assada.