Dia dos Mortos é na rua o dia todo. É pintura, é sol, é chuva, é faixa, é gente. Los Muertos. Uma carroça estacionada em um bicicletário, kombi estacionada. De repente é parangolé um do outro carroça vestida de kombi: vestida para kombar! rumo ao komboio. Puf! Será? Sobe, sobe, pula, pula, calcula, sobe, pula, pula, pula, risada, pula, confere, tô com medo, analisa, vem? pula, pula, calcula, des........(tinham duas barras paralelas, calculo um depois o outro e ainda calculo e vejo tudo tão claro.. passo a perna, a carroça mexe, uma perna vai a outra bate com a coxa no ferro e cai depois que todo corpo já tinha chegado no chão)....ce.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O som lhe parece agradável, mas não atiçou seu paladar. Esse está esgotado, encerrado com um último toque de pasta de amendôas com cacau vindo de tão distantes. Durante a tarde as papilas gstativas foram acariciadas em toques aveludados. Parecia lá, quando sabia que seu material físico ainda ocupava o mesmo espaço. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E estava, ele, sendo multiplicado, não cabia mai só em um. O som aguçava-lhe as poros capilares, dava uma verdadeira aula de anatomia à distância. O ventilador ligado facilitara a dança, o toque. Tinha se preparado muito bem, de um jeito único: não havia relógios no local. Ouvia as horas das massas, os minuitos dos fluidos e os segundos do ar. Ali longe de tudo, tinha em si outros lugares que ainda ocupava, vagava parado. Neurônios conectados de uma cabeça para outras enviam-lhe feeds instantâneos da rede. É... havia relógio no computador. Operação falha. E poesia pra gaveta.
Assinar:
Postagens (Atom)