sexta-feira, 11 de novembro de 2011

so02br11e11

Dia dos Mortos é na rua o dia todo. É pintura, é sol, é chuva, é faixa, é gente. Los Muertos. Uma carroça estacionada em um bicicletário, kombi estacionada. De repente é parangolé um do outro carroça vestida de kombi: vestida para kombar! rumo ao komboio. Puf! Será? Sobe, sobe, pula, pula, calcula, sobe, pula, pula, pula, risada, pula, confere, tô com medo, analisa, vem? pula, pula, calcula, des........(tinham duas barras paralelas, calculo um depois o outro e ainda calculo e vejo tudo tão claro.. passo a perna, a carroça mexe, uma perna vai a outra bate com a coxa no ferro e cai depois que todo corpo já tinha chegado no chão)....ce.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O som lhe parece agradável, mas não atiçou seu paladar. Esse está esgotado, encerrado com um último toque de pasta de amendôas com cacau vindo de tão distantes. Durante a tarde as papilas gstativas foram acariciadas em toques aveludados. Parecia lá, quando sabia que seu material físico ainda ocupava o mesmo espaço. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E estava, ele, sendo multiplicado, não cabia mai só em um. O som aguçava-lhe as poros capilares, dava uma verdadeira aula de anatomia à distância. O ventilador ligado facilitara a dança, o toque. Tinha se preparado muito bem, de um jeito único: não havia relógios no local. Ouvia as horas das massas, os minuitos dos fluidos e os segundos do ar. Ali longe de tudo, tinha em si outros lugares que ainda ocupava, vagava parado. Neurônios conectados de uma cabeça para outras enviam-lhe feeds instantâneos da rede. É... havia relógio no computador. Operação falha. E poesia pra gaveta.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

?

Na hora que eu ia escrever, nossa voou. Ainda disse alto no quarto:
-Não aqui não chove.  O guarda-chuva não sobe, não colore, não retorce.
O cinza é uma cor que pede complementação, pede mais, pede.
Tem pernas. Casas de pernas. Será mesmo o komboio?
Parangolés: vou lançar: customize seu guarda-chuva. melhor do que ter um massa é ter o seu.
Guardacapachuva
plátisco bolha
mini naves!!!!
!!!!
Cores! Cores!Cores!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

[A]r {CADÊ???} M t[I]sC [t]A

Assim, escrever para um fim específico e ainda com final? Improvável demais fechar o conhecimento que por natureza é aberto, escancarado, carente de trocas. Fixar UM ponto de vista é complicado para quem dislexicamente são e não é. Eu em várias ou várias em mim - por vezes vários. Concordo entre todos que habitam-me para abrir. Me apoio em mil significados para confundir quem quiser. Já escrevo confusa - não sei se entendo ou repreendo. Gosto de escrever pelo som que que pode ser, que tem que ter! O conteúdo é conseqûenca da canalizada eloquencia, é devaneio certeiro. Bem influenciado por tudo vivenciado, comido e transgredido. É composição de sensação - variável de ser para ser - dispensa retórica, mas adora metáforas!

domingo, 28 de agosto de 2011

Mopoqueie-se


-COBERTOS DE COBERTURA. VIDA LONGA À CAFETINA E A FEIJOADA PRETA.

Distante dos bosques.
Surge então criaturas cabarelísticas dando o cú na cobertura.
Aproveitando da sauna o que tem de mais indecente.
Se jogando na piscina como piranhas prontas para abocanhar.
E se banhar no luar de orgias inesquecíveis.
Porque a vida é aqui, agora, tudo junto ao mesmo tempo.
O que é vida também deixa de ser.
O que mais difícil do que isso para conjugar?
Dá ou racha?
Rachada ao meio pelos seus sons
A sua paisagem de nuvens...
Minha coleção de cacos de vidro.
Às vezes parecia que era só improvisar
Disponíveis à vida!
Viver é a opção que necessitamos
e respiramos em todo cigarro e todas as nuvens.
Nuvens lembram sonhos.
Os sonhos estão cinza hoje!!
Previsão de amores tempestuosos..
Empaquei na poesia...
Adúltero de pensamentos meus.
Pilhas alcalinas de faróis baixos
Poeiras e lembranças carnudas.
Pousam um imaginário repleto de amor.
O que dizia a esfinge?
Multiplica por sete.
Todos e tudo.
Atravesso o vidro.
Voo na sua direção.
Gosto do reflexo da cidade nos seus olhos.

Thaisa Taguatinga
André Guarany
Izabela Parise
Samir Paranaguá
Mariana Brites
Bob Rodrigues

Eu, o alvo.

Existo para ser bombardeado, existo para desafios e metas.
Eu, o alvo, acerto em sério. Toco, como, escuto. Eu, o alvo, mesmo estático sou representação intensa da possibilidade.
A ação da inação. Procuro outro conceito além da inércia.
Espero uma fisgada, um choque. Pra que eu, o alvo, seja penetrado.
Eu, o alvo, lavo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Rotina, vício, desejo, descomeço!

Uma faxina que demora cerca de dois dias inteiros, uma faxina que revela fendas escondidas, uma faxina precisa de água!
Precisa ser divertida, ter encaixe: vassoura e pá. Pra faxinar é preciso se colocar em muitas posições, testar tantos músculos quanto impulsos. É preciso muito desejo.
Faxino sempre. Tanto quanto bagunço. É imprecisa a hora, quase sempre demora.
Espera! Retorna! A faxina fica melhor a dois..

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

26082011

Um dia que a festa é o recomeço. Um dia que vira mês, um mês que vira nada. Um tempo altamente mutável - sim! - estamos todos sujeitos a isso. A superlotação em tudo, nas idéias então (vish!) é frequente. Desvio dos compromissos para chegar a aparições. Que será? Alguém mais espaço aí? - dizia minha mente com uma vontade danada de invadir meu corpo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tempo, tempo, tempo.

Pode parecer vazio, mas toda espera é um tempo bem preenchido. Tem vezes que nem se sabe o que espera e mesmo assim se espera. Esperar é quase um estado de espírito, uma conformação que aguarda uma novidade pulsante. Se você nada espera, pode realmente cair no mundo. Esperar só o que se necessita de fato.  Esperar é respirar!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma folha roxa.

Tem dias que acordo procurando acordos - procuro mas não acho: desencaixo de todos os velcros em que me prendi. No café-da-manhã como pães, sem poder comer você. Bebo café, mas prefiro suores. Isso me sustenta a barriga até eu esquecer que além dos outros ainda tenho um estomâgo: quase sem gritos que tenta ser silencioso. Que ele tente e eu sustente! Vôo de café-da-manhã buscando sol em nuvens e relvas em grama. Encontro pouco, mas o que encontro fico: paçoca.
Esqueço de almoçar por esquecer forçosamente os horários, esqueço de ouvir meus sons internos: pulsa, vibra, esquenta, fala, etc... E daí quando tento externalizar só vem uma verborragia de órgãos que ainda saem melecados - vejo que das mãos que espero amparo nenhuma se prontificou a pegá-los; como eu que agora só pareço caber nos braços de Morfeu.
Como me sinto comida, por muitos, por olhos aprendi a comer silenciosamente com os meus também. Faço-os brilhar, umidifico-os e eles logo involuntatimente (?) se cerram.
Sigo em digestão constante: líquido em cima de liquido, sobreposto de carne humana. Vamos comer nomes próprios!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

18052011

Da janela que alguns não veem por já estarem com os olhos fechados de sono ou de sensações eu ainda vejo um verde quase preto, por trás dessa tela – agora – sei que há mais vida atrás dela do que na frente. Estranha maquina, corpo que não esquenta e quando esquenta demais logo há um problema. Reversivel¿ Me concentro em vibrações audíveis, em segundo plano: água. Em primeiro: carne. (em hipóteses humanas)
Salgada, quente, úmida, texturizada, crua ou assada.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Disperso na subjetividade que embaralha todas as frases e todas as letras - fonte de inspiracao pra um? Existe subjetividade compactuada? Um mundo pra cada par de olhos, uma imagem pra cada foto, um tom de cor pra cada pulsa, assim a escolha tambem muda de acordo com a voz. Ser subjetiva pra uma - pra si - e tranquilo. Florear palavras, organiza-las em tempo real do que nem se sabe porque se incomoda. Refazer trajetos, propor diagnosticos e curas ri(t)madas pra ver se lendo, se enxerga. Minha coluna se curva e eu nem percebo que ja 'e hora de se por na horizontal, espalhar-se por cobertas escuras - gosto de ouvir pele na pele, tatear carinhos verbais,  transformar em carne o que se olha. Talvez digerindo fisicamente... se digira do modo que se qu(e)er.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Entre provisões e decisões cruciais saí para ver o sol, saí pro sol.Viajei em mim por muito tempo, incluí mais alguns no sonho também. Elas - e nem preciso eu nomeá-las - escorregaram por mim, em temperaturas diferenciadas, tempos distanciados e razões diferenciadas. No fim tudo era úmido.