quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma folha roxa.

Tem dias que acordo procurando acordos - procuro mas não acho: desencaixo de todos os velcros em que me prendi. No café-da-manhã como pães, sem poder comer você. Bebo café, mas prefiro suores. Isso me sustenta a barriga até eu esquecer que além dos outros ainda tenho um estomâgo: quase sem gritos que tenta ser silencioso. Que ele tente e eu sustente! Vôo de café-da-manhã buscando sol em nuvens e relvas em grama. Encontro pouco, mas o que encontro fico: paçoca.
Esqueço de almoçar por esquecer forçosamente os horários, esqueço de ouvir meus sons internos: pulsa, vibra, esquenta, fala, etc... E daí quando tento externalizar só vem uma verborragia de órgãos que ainda saem melecados - vejo que das mãos que espero amparo nenhuma se prontificou a pegá-los; como eu que agora só pareço caber nos braços de Morfeu.
Como me sinto comida, por muitos, por olhos aprendi a comer silenciosamente com os meus também. Faço-os brilhar, umidifico-os e eles logo involuntatimente (?) se cerram.
Sigo em digestão constante: líquido em cima de liquido, sobreposto de carne humana. Vamos comer nomes próprios!

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