domingo, 29 de janeiro de 2012

Ocupação de casa alheia.

Chega, se instala. Não pergunta as horas, contenta-se em contar os capítulos do filme que passa a três dias. Respira fundo, checa a estanha: pelo menos ainda tem chá. Retorna pra sentar na cadeira que mal a cabe, tromba pernas no espaço de pequeno polegar.
Não reclama, implode.  Não rompe, conforma.
De longe a olhar parece que o clima da casa que nela se instala. Aqui dentro ela cheira a mofo.
Transferência não se sabe o que fazer, cabeças em embate, corpos alertadas.
O lado de cá só

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