Chega, se instala. Não pergunta as horas, contenta-se em contar os capítulos do filme que passa a três dias. Respira fundo, checa a estanha: pelo menos ainda tem chá. Retorna pra sentar na cadeira que mal a cabe, tromba pernas no espaço de pequeno polegar.
Não reclama, implode. Não rompe, conforma.
De longe a olhar parece que o clima da casa que nela se instala. Aqui dentro ela cheira a mofo.
Transferência não se sabe o que fazer, cabeças em embate, corpos alertadas.
O lado de cá só
domingo, 29 de janeiro de 2012
De um guardanapo antigo pirenopolino
A gente foge, faz devaneios e esconde por trás de codinomes uma coisa infima, gramas de alegria ou de introspecção. Te levam pra onde você precisa e você nem ao menos sabe.
Um insight de criativadade, uma comida apreciada, um beijo que dura mais, tudo se intensifica. A água da cachoeira conversa e conserta o que você queria mudar. Te acompanha voando por onde quer que você voe. Une pessoas, desperta mágoas. Torna-se amargo de tragar e prensar todos seus problemas, mas no fim compensa, em único sopro leva tudo que te angustia vai embora. Marola. Que se desfaz no ar, e finge levar todos seus problemas em um gole de anis. Fada Verde. O vento que bate e despe as pessoas presas a todas essas roupas, os instintos que são rompidos por causa de leis sem mérito, não fazem sentido. O mundo é Alfa e o Deus, Jah. O carro que grita, o cigarro que some, o isqueiro que se esconde não fazem mais sentido. O sentido tá em são Jorge que guia cada passo, cada dragão que deixamos no passado, brigas graças a Jah perderam sentido. O verbo é amor, na conjugação que preferir. O anti-verbo é interromper. Falar por mensagens subliminares não funciona mais. As crianças riem daquilo que ainda está por vir. Os cachorros transmitem mensagens de quem não mais pode se expressar. Por que a gente foge e faz tantos devaneios?
Maconha. Marijuana. Choose. Pipoca. Dawnson's Creek. Um. Taba.
Talvez alguns encontros forcem uma certa auto-confrontação útil, mesma que não seja agradável.
Por favor gostaria de um alívio filtro branco. Nicotina.
Um insight de criativadade, uma comida apreciada, um beijo que dura mais, tudo se intensifica. A água da cachoeira conversa e conserta o que você queria mudar. Te acompanha voando por onde quer que você voe. Une pessoas, desperta mágoas. Torna-se amargo de tragar e prensar todos seus problemas, mas no fim compensa, em único sopro leva tudo que te angustia vai embora. Marola. Que se desfaz no ar, e finge levar todos seus problemas em um gole de anis. Fada Verde. O vento que bate e despe as pessoas presas a todas essas roupas, os instintos que são rompidos por causa de leis sem mérito, não fazem sentido. O mundo é Alfa e o Deus, Jah. O carro que grita, o cigarro que some, o isqueiro que se esconde não fazem mais sentido. O sentido tá em são Jorge que guia cada passo, cada dragão que deixamos no passado, brigas graças a Jah perderam sentido. O verbo é amor, na conjugação que preferir. O anti-verbo é interromper. Falar por mensagens subliminares não funciona mais. As crianças riem daquilo que ainda está por vir. Os cachorros transmitem mensagens de quem não mais pode se expressar. Por que a gente foge e faz tantos devaneios?
Maconha. Marijuana. Choose. Pipoca. Dawnson's Creek. Um. Taba.
Talvez alguns encontros forcem uma certa auto-confrontação útil, mesma que não seja agradável.
Por favor gostaria de um alívio filtro branco. Nicotina.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
so02br11e11
Dia dos Mortos é na rua o dia todo. É pintura, é sol, é chuva, é faixa, é gente. Los Muertos. Uma carroça estacionada em um bicicletário, kombi estacionada. De repente é parangolé um do outro carroça vestida de kombi: vestida para kombar! rumo ao komboio. Puf! Será? Sobe, sobe, pula, pula, calcula, sobe, pula, pula, pula, risada, pula, confere, tô com medo, analisa, vem? pula, pula, calcula, des........(tinham duas barras paralelas, calculo um depois o outro e ainda calculo e vejo tudo tão claro.. passo a perna, a carroça mexe, uma perna vai a outra bate com a coxa no ferro e cai depois que todo corpo já tinha chegado no chão)....ce.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O som lhe parece agradável, mas não atiçou seu paladar. Esse está esgotado, encerrado com um último toque de pasta de amendôas com cacau vindo de tão distantes. Durante a tarde as papilas gstativas foram acariciadas em toques aveludados. Parecia lá, quando sabia que seu material físico ainda ocupava o mesmo espaço. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E estava, ele, sendo multiplicado, não cabia mai só em um. O som aguçava-lhe as poros capilares, dava uma verdadeira aula de anatomia à distância. O ventilador ligado facilitara a dança, o toque. Tinha se preparado muito bem, de um jeito único: não havia relógios no local. Ouvia as horas das massas, os minuitos dos fluidos e os segundos do ar. Ali longe de tudo, tinha em si outros lugares que ainda ocupava, vagava parado. Neurônios conectados de uma cabeça para outras enviam-lhe feeds instantâneos da rede. É... havia relógio no computador. Operação falha. E poesia pra gaveta.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
?
Na hora que eu ia escrever, nossa voou. Ainda disse alto no quarto:
-Não aqui não chove. O guarda-chuva não sobe, não colore, não retorce.
O cinza é uma cor que pede complementação, pede mais, pede.
Tem pernas. Casas de pernas. Será mesmo o komboio?
Parangolés: vou lançar: customize seu guarda-chuva. melhor do que ter um massa é ter o seu.
Guardacapachuva
plátisco bolha
mini naves!!!!
!!!!
Cores! Cores!Cores!
-Não aqui não chove. O guarda-chuva não sobe, não colore, não retorce.
O cinza é uma cor que pede complementação, pede mais, pede.
Tem pernas. Casas de pernas. Será mesmo o komboio?
Parangolés: vou lançar: customize seu guarda-chuva. melhor do que ter um massa é ter o seu.
Guardacapachuva
plátisco bolha
mini naves!!!!
!!!!
Cores! Cores!Cores!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
[A]r {CADÊ???} M t[I]sC [t]A
Assim, escrever para um fim específico e ainda com final? Improvável demais fechar o conhecimento que por natureza é aberto, escancarado, carente de trocas. Fixar UM ponto de vista é complicado para quem dislexicamente são e não é. Eu em várias ou várias em mim - por vezes vários. Concordo entre todos que habitam-me para abrir. Me apoio em mil significados para confundir quem quiser. Já escrevo confusa - não sei se entendo ou repreendo. Gosto de escrever pelo som que que pode ser, que tem que ter! O conteúdo é conseqûenca da canalizada eloquencia, é devaneio certeiro. Bem influenciado por tudo vivenciado, comido e transgredido. É composição de sensação - variável de ser para ser - dispensa retórica, mas adora metáforas!
domingo, 28 de agosto de 2011
Mopoqueie-se
-COBERTOS DE COBERTURA. VIDA LONGA À CAFETINA E A FEIJOADA PRETA.
Distante dos bosques.
Surge então criaturas cabarelísticas dando o cú na cobertura.
Aproveitando da sauna o que tem de mais indecente.
Se jogando na piscina como piranhas prontas para abocanhar.
E se banhar no luar de orgias inesquecíveis.
Porque a vida é aqui, agora, tudo junto ao mesmo tempo.
O que é vida também deixa de ser.
O que mais difícil do que isso para conjugar?
Dá ou racha?
Rachada ao meio pelos seus sons
A sua paisagem de nuvens...
Minha coleção de cacos de vidro.
Às vezes parecia que era só improvisar
Disponíveis à vida!
Viver é a opção que necessitamos
e respiramos em todo cigarro e todas as nuvens.
Nuvens lembram sonhos.
Os sonhos estão cinza hoje!!
Previsão de amores tempestuosos..
Empaquei na poesia...
Adúltero de pensamentos meus.
Pilhas alcalinas de faróis baixos
Poeiras e lembranças carnudas.
Pousam um imaginário repleto de amor.
O que dizia a esfinge?
Multiplica por sete.
Todos e tudo.
Atravesso o vidro.
Voo na sua direção.
Gosto do reflexo da cidade nos seus olhos.
Thaisa Taguatinga
André Guarany
Izabela Parise
Samir Paranaguá
Mariana Brites
Bob Rodrigues
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