domingo, 28 de agosto de 2011

Eu, o alvo.

Existo para ser bombardeado, existo para desafios e metas.
Eu, o alvo, acerto em sério. Toco, como, escuto. Eu, o alvo, mesmo estático sou representação intensa da possibilidade.
A ação da inação. Procuro outro conceito além da inércia.
Espero uma fisgada, um choque. Pra que eu, o alvo, seja penetrado.
Eu, o alvo, lavo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Rotina, vício, desejo, descomeço!

Uma faxina que demora cerca de dois dias inteiros, uma faxina que revela fendas escondidas, uma faxina precisa de água!
Precisa ser divertida, ter encaixe: vassoura e pá. Pra faxinar é preciso se colocar em muitas posições, testar tantos músculos quanto impulsos. É preciso muito desejo.
Faxino sempre. Tanto quanto bagunço. É imprecisa a hora, quase sempre demora.
Espera! Retorna! A faxina fica melhor a dois..

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

26082011

Um dia que a festa é o recomeço. Um dia que vira mês, um mês que vira nada. Um tempo altamente mutável - sim! - estamos todos sujeitos a isso. A superlotação em tudo, nas idéias então (vish!) é frequente. Desvio dos compromissos para chegar a aparições. Que será? Alguém mais espaço aí? - dizia minha mente com uma vontade danada de invadir meu corpo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tempo, tempo, tempo.

Pode parecer vazio, mas toda espera é um tempo bem preenchido. Tem vezes que nem se sabe o que espera e mesmo assim se espera. Esperar é quase um estado de espírito, uma conformação que aguarda uma novidade pulsante. Se você nada espera, pode realmente cair no mundo. Esperar só o que se necessita de fato.  Esperar é respirar!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma folha roxa.

Tem dias que acordo procurando acordos - procuro mas não acho: desencaixo de todos os velcros em que me prendi. No café-da-manhã como pães, sem poder comer você. Bebo café, mas prefiro suores. Isso me sustenta a barriga até eu esquecer que além dos outros ainda tenho um estomâgo: quase sem gritos que tenta ser silencioso. Que ele tente e eu sustente! Vôo de café-da-manhã buscando sol em nuvens e relvas em grama. Encontro pouco, mas o que encontro fico: paçoca.
Esqueço de almoçar por esquecer forçosamente os horários, esqueço de ouvir meus sons internos: pulsa, vibra, esquenta, fala, etc... E daí quando tento externalizar só vem uma verborragia de órgãos que ainda saem melecados - vejo que das mãos que espero amparo nenhuma se prontificou a pegá-los; como eu que agora só pareço caber nos braços de Morfeu.
Como me sinto comida, por muitos, por olhos aprendi a comer silenciosamente com os meus também. Faço-os brilhar, umidifico-os e eles logo involuntatimente (?) se cerram.
Sigo em digestão constante: líquido em cima de liquido, sobreposto de carne humana. Vamos comer nomes próprios!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

18052011

Da janela que alguns não veem por já estarem com os olhos fechados de sono ou de sensações eu ainda vejo um verde quase preto, por trás dessa tela – agora – sei que há mais vida atrás dela do que na frente. Estranha maquina, corpo que não esquenta e quando esquenta demais logo há um problema. Reversivel¿ Me concentro em vibrações audíveis, em segundo plano: água. Em primeiro: carne. (em hipóteses humanas)
Salgada, quente, úmida, texturizada, crua ou assada.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Disperso na subjetividade que embaralha todas as frases e todas as letras - fonte de inspiracao pra um? Existe subjetividade compactuada? Um mundo pra cada par de olhos, uma imagem pra cada foto, um tom de cor pra cada pulsa, assim a escolha tambem muda de acordo com a voz. Ser subjetiva pra uma - pra si - e tranquilo. Florear palavras, organiza-las em tempo real do que nem se sabe porque se incomoda. Refazer trajetos, propor diagnosticos e curas ri(t)madas pra ver se lendo, se enxerga. Minha coluna se curva e eu nem percebo que ja 'e hora de se por na horizontal, espalhar-se por cobertas escuras - gosto de ouvir pele na pele, tatear carinhos verbais,  transformar em carne o que se olha. Talvez digerindo fisicamente... se digira do modo que se qu(e)er.